sábado, 23 de julho de 2011

Ato ou efeito de se apaixonar


Apaixonado: adj. 1. Quem se apaixonou 2. Cheio de paixão; enamorado, caído * sm. 3. Indivíduo apaixonado.


Muitas pessoas; de vários lugares; de diversas idades, sexo, cor e condição social já estiveram, estão ou estarão nesse estado.  Apaixonado. Todos esses indivíduos, sem exceção, padecem dos mesmos sintomas: falta de ar, tremedeira, frio na barriga, sensação de idiotice aguda. O bom seria afirmar que o diagnóstico final é que sempre, todos esses sintomas serão recompensados pela companhia e reciprocidade da pessoa desejada, mas infelizmente isso não é possível. Quantas pessoas você conhece, que se apaixonaram pelo menos 5 vezes, e foram totalmente correspondidas nessas 5 vezes?

Decepção nas paixões está para o homem; assim como o dedinho do pé está para a quina do móvel. Afirmar que essa é pessoa é o amor da sua vida é tão errado quanto desacreditar nas previsões que sua mãe faz para sua vida. A dor dessa paixão é tão cruel quanto aquele rapaz que ouve funk no seu rádio-celular, sem fone no ônibus. O certo é que você sempre vai ouvir àquelas músicas melosas, que você critica; quando se decepcionar com uma paixão.

O mais triste é saber que é sempre assim, para todos. E nem precisa ser nenhum especialista nessa área sentimental para afirmar isso, Eu mesmo não sou! Ou melhor, só os que já vivenciaram essa experiência podem afirmar isso, e como todos já passaram por isso um dia, somos todos especialistas.

Somos masoquistas sentimentais, gostamos de sentir os mesmos sintomas. Quantas pessoas você conhece que repetiram o mesmo erro, de se apaixonar da mesma forma e quebrarem a cara do mesmo jeito? Ou então o de insistirem na mesma pessoa, simplesmente por acreditarem que essa pessoa vai perceber que ela existe? - Um dia ela vai, eu sei que vai! E como é engraçado como ficamos sem criatividade, por exemplo, o nosso vocabulário, ele gira sempre em torno de uma única palavra: só. Só ela tem os olhos mais lindos, só ele tem o sorriso mais apaixonante. Só com ela serei feliz. Só ele alegra o meu dia.

Apesar de tudo isso, é tão bom se apaixonar. Como é bom sentir o friozinho na barriga quando ele está vido para perto e como é engraçado ficar meio gago na presença dela. E como é absurdamente vergonhoso se imaginar nas cenas do Titanic, pior ainda é fingir que aquela pessoa é o seu reflexo no espelho ou então é a sua almofada enquanto a beija. Esse é o estado mais vergonhoso do ser humano, mas é o mais maravilhoso e o primeiro passo para o amor.

Apaixone-se; seja bobo, isso é tão bom!


sexta-feira, 8 de julho de 2011

O que nos resta é admirá-las


Já vi alguns escritores, cantores e poetas que utilizaram do seu talento para discorrer de alguém muitíssimo difícil de compreender. A mulher.  O mais impressionante é ver que nem mesmo os avanços tecnológicos foram possíveis para determinar conceitos e teorias para entendê-las, ou pelo menos propor uma forma de fazê-lo.

São as mulheres os seres mais complexos da face da terra. Einstein, por exemplo, formulou a brilhante Teoria da Relatividade, explicou como ela se aplica e toda sua complexidade, mas não foi capaz de explicar como pensam as mulheres e qual o segredo que as envolve, e eu tenho certeza que ele tentou, porém, sem sucesso. E o brilhante Freud, que decidiu falar sobre a Psicanálise e explicar conceitos como consciente, pré-consciente e inconsciente, talvez para disfarçar uma possível incapacidade de formular uma teoria sobre como elas são tão sedutoras e apaixonantes e como ficamos bobos com um simples sorriso que venha delas.

Pitágoras determinou a relação entre os lados de um triângulo e provou que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, mas não conseguiu resolver essa simples fórmula: Mulher +TMP² ÷ Homem. Talvez seja esse o segredo da vida.

 Como é possível alguém estar feliz e dez segundos depois chorando, e incríveis outros dez segundos dando altas gargalhadas? Como? De uma coisa estou certo, quando Sócrates fora questionado na ágora, sobre essas alternâncias de humor de algumas mulheres, durante a TPM, ele foi curto e grosso na resposta: “Só sei que nada sei”.  A decepção de não saber como resistir aos encantos das mulheres fez com que Michel Foucault afirmasse, mesmo que nas entrelinhas, que a loucura é fruto da busca pelo entendimento de como funciona o universo feminino.

Quem pode nos explicar como essas mulheres são tão fortes, a tal ponto, que conseguem aguentar as dores de um parto ou de uma horripilante depilação com cera quente. E como algumas são capazes de abrir mão, muitas vezes de viver, para se dedicar aos maridos e aos filhos, simplesmente por que os ama, e por vezes sem reciprocidade. Quem pode explicar; Nietzsche ou Marx? É, são grandiosos intelectuais, mas não são tão ousados a certo ponto.

De uma coisa eu sei, elas não se resumem a meros objetos sexuais. São elas que nos encantam com sua doçura, nos seduzem com a sua sexualidade mais pura e nos assustam com a sua força e determinação. Antes de entendê-las o que será difícil, e acredito que impossível, devemos primeiramente respeitá-las e mais do que tudo, admirá-las. 


Companheiros